(1) Eliseu Lopes é biblista. Nosso querido profeta do CEBI, o qual ajudou
a consolidar.
Eliseu tem o dom da palavra, sua eloquência prende e seduz. Mas seus textos são
singelos, sempre datilografados numa velha máquina Remington. Sem afetação erudita ou
cibernética. Suas imagens, fortes, são sempre revestidas de muita poesia, na tradição dos
antigos patriarcas.
Se Eliseu não tivesse o dom da palavra e se expressasse pelas artes plásticas,
seguramente seria um muralista. Seus textos são, ao mesmo tempo, doces e dramáticos, mas
sempre proféticos. Latinos, com aquela monumentalidade que a gente vê nas paredes de Rivera,
Siqueiros e de Orozco. E é uma alegria saboreá-los com seu tempero agridocedoce, que nos
reporta às quituteiras de Vila Boa de Goiás ou aos sertões do Pacoti cearense, onde nasceu.
Durante muitos anos ele coordenou a equipe de pastoral da Diocese de Goiás, e talvez
por isto fale, com autoridade, do Deus que inspira o povo em comunidade, no dialeto
do povo goiano; e desde o início da caminhada das CEBs, com Dom Tomás, quando o rebento
maior de nossa eclesiologia cabocla ensaiava seus primeiros passos.
Eliseu está na origem de nosso mosteiro de Goiás. Mora hoje em Belo Horizonte, casado com
Vera, no carinho de seus três filhos Jão, Isabel e Marcos. Está cheio de dias, forte e esperto feito
um velho jacarandá.
Pulika
(seu aprendiz desde os sopés da Mantiqueira, no interior das Minas Gerais)